O toque é ansiolítico, analgésico e recompensador; temos em nossas mãos toda uma farmacinha de ‘medicamentos’ tão necessários para nossa saúde física e mental- mas nem sempre tocar e ser tocado é uma experiencia sentida como segura, e nem sempre o toque adequado ao momento é óbvio, ou deve ser feito com as mãos.
Em uma psicoterapia orientada pelo trauma vamos reconhecer que as novas experiencias são recepcionadas – percebidas e traduzidas- pelas lentes das experiencias prévias, sejam elas agradáveis ou desagradáveis. E perceber ainda que, tendo sido recebidos enquanto bebês pela única linguagem universal que tínhamos então disponível, o toque estará colorido pelos muitos registros afetivos das experiencias que tivemos em nosso desenvolvimento.
Este workshop pretende trazer conceitos, exercícios, recursos e demonstrações clínicas para o uso do toque no âmbito da psicoterapia, na intenção de apoiar processos psíquicos de forma não manipulativa, com o cuidado e o rito necessário para inclusão deste potente recurso no contexto de clientes com atravessamentos traumáticos de choque e de desenvolvimento.